escarlate.

lembrei-me hoje do dia que passei a ter fixação pelo céu. foi numa tarde, quando via o pôr do sol, por entre as crateras de vertente do lério. lembro-me diante de um céu vermelho como um céu chinês, tão rubro que cheguei a questionar se seria mesmo um céu ou um mar de sangue estendido sobre minha cabeça. grandes vultos de caminhões carregados de pedra cal levantavam poeira. e aquele céu. sangue vivo. não fosse um fato relativamente recente, poderia supor que gonzaguinha tivera composto sangrando para aquele céu. desde então passei a colecionar em minha memória os pores de sol de minha vida e a celebrar, como se vivesse em um planeta pequeno o suficiente, cada por do sol quarenta e três vezes.

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