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Arquivo mensal: agosto 2017

“eu nunca vi ninguém nascer nesse hospital, caetano. mas morrendo, vi muitos”, disse o médico ao estagiário que vinha se aproximando. e completou: “morrer e nascer constituem um binômio curioso. à primeira vista, podem ser entendidos como pólos opostos da condição humana, mas não o são. basta um pouco mais de atenção para perceber que, na realidade, são medidas diferentes para o mesmo volume – como a água posta em dois continentes diferentes. por mais que pareçam distintos em sua forma, permanece-se exatamente a mesma matéria. o saldo visual entre uma e outra é o que chamamos de vida. isso, peremptoriamente. a vida é a mudança.”

(com e para mariana revoredo)

 vê-de: a vida é ritual.
vide: o rito é vital.
no rio virtual,
vertemos nossa virtuosa verdade.
evitável?
validável?
e agora, rivaldo?
e agora, revoredo?

agora, o rito é virtual
a vida é ritual
o rio pode ser rival(do)
pode ser revolto,
pode ser. mas nunca é.
nunca é verdade.
porque verdade verte.
e esse é um exercício à transcendência.