ser tão.

de todas as vezes que já viajei, e muitas foram as vezes, nessa estrada entre pernambuco e paraíba, rasgando o agreste, subindo à borborema, avistando a campina régia e grande mais ao norte da serra da taquara, eu me abestalho como o céu e as formações nebulosas e solares se desenham únicas e majestosas, limpas, úmidas e claras, sendo emolduradas pela circunferência visual desenhada pela caatinga. hoje mesmo, percorrendo a estrada velha, me perguntava sobre a real existência daquela paisagem, de como ela aparecia sóbria e habitual e ao mesmo tempo questionava minha própria existência e minha necessidade de ver-me ali. olho pra cima. com a respiração sôfrega dos últimos dias de chuvas, um cheiro de mofo molhado e pouca fé, o céu pintava-se, à hora do crepúsculo, com tons de rosa-alaranjado nunca antes vistos pelos meus olhos, espelhando nas montanhas que contornam o planalto uma cor de conforto conhecido, dando adeus e boas-vindas mais uma vez.
não me julguem poeta prolixo. esses dias tô nostalgia só.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: