à luz desse farol.

querido pardal,
escrevo-te com a urgência da necessidade. descobri tardiamente aquilo que mudará pra sempre nossa relação. eu, que tantas vezes fui sábio, eu, que tantas vezes fui premedito: ouça, amigo, descobri apenas muito tardiamente nossa frustra natureza: pássaros como tu comem insetos como eu. temo-te. corro perigo, e tu és o meu perigo. lamento, mas sinto que preciso ir distante agora que tudo sei.

espero a gentileza da resposta. não sou um gafanhoto, lembra.
sou um louva-a-deus. abraço.

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