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Arquivo mensal: setembro 2015

um ébrio na sombra,
apertou a larica
e fumou a lombra.

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a poesia é tipo espécie
de ave-pássaro
de broto-planta
de caroço-gérmen
aflora como uma átona dentro de vibrações estéticas

o poeta sofre e sangra
toda vez que a poesia nasce
e perde e rouba
o poeta vibra e sangra
toda vez que o sentido alcança
a metáfora-mínima-múmia
o esqueleto e a contradança.

o poeta e a poesia são formas distintas de uma mesma analogia
de um mesmo esquecimento
de um mesmo estado
estando
estou.