essa lacuna é tudo.

é como se fossem dúvidas
ou aves luzentes,
eu olho e observo desatento o caminhar das pessoas
e tiro minhas próprias conclusões
e negações.

não há mais que suposições,
nesse caminho 
não há mais que abstrações,
tudo é pálido como o tédio,
tudo é pálido como o medo.

já não me ignoro como fiz, nem tenho pressa.
vai-se aprendendo a viver
e adaptar-se
com as coisas da vida, essas coisas.
já não há mais necessidade real, e 
sinto que a poesia tem-me abandonado e 
apenas há realidade bruta, tenho lidado com ela.

antes fossem meras especulações,
mais que trofismo mental por decadência
e ricularização,
eu já não sinto que posso contar com minhas palavras,
e esse vazio é tudo.

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