vir a ser.

lembro-me com nostalgia dos tempos quando eu ainda era romântico, quando ouvia com devoção cícero entre a chuva de julho de campina, e do tempo que eu alimentava esperanças frias e distantes. tenho tanta nostalgia ao lembrar das vontades e das ambições e da minha ingênua ignorância frente a máquina devoradora do mundo. lembro que tinha eu mais fé, rezava mais e acreditava com mais facilidade; não era tão chato como hoje, nem tinha tudo isso que a idade nos proporciona: cansaço, medo e insegurança tardia. era tão pequeno ainda, tão jovem, tão fiel. e hoje me parece que o pôr-de-sol diário vale-me mais como sufrágio que recompensa, distante como a certeza e pobre de semântica que favoreça aquilo que realmente faz bem.

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