amar é pousar.

sinto vivo o pesar do desespero
suicida tal qual voo da mariposa,
que da palmeira onde imóvel pousa
pra sorver do pólen-mel o seu tempero,
abre as asas, em esforço já efêmero,
troca fôlego por sua covardia,
destrambelha, tropeça e rodopia
como louca bailarina pelo ar,
tentando a quase todo custo alcançar
o brilho amargo da luz fosca e amarela,
mesmo que, sem perceber que a fraca vela
quente queima, arde ferve e se inflama,
sem temer, adentrando a fraca chama
a mariposa incendeia a sua dança
se rende ao seu fim quando se lança,
como quem se atira a quem se ama.

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