uma mosca-azul pousou na minha sobrancelha e picou meu olho hoje à tarde.

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o que há de mais sagrado naquele que apenas vê
vale menos que suas lágrimas
e seu fel doente.
visto suas roupas,
visto seu futuro.
dança na construção do universo o menino-azul.
abrem-se cabeças em pálida-luz-cirúrgica…
e o entorpecente mentiroso,
há menos lágrimas e fel doente.
tudo em volta é absurdo:

ainda que os poucos concretos de minha frente disfarcem,
a ruína em meu peito já cessa.
somos menos mais do que somos pros outros, pra nós mesmos.
espero um dia acreditar fielmente nisso.

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