pouco.

sinto uma saudade que não é minha,
carrego uma falta que vai além de mim.
como a água que cai sonora
pela bica do telhado em dia de chuva,
escorro na minha própria liquidez.
beberia goles de minha essência
para tentar matar a sede do que sou.
nada compreendo além da minha insuficiência.
ser para si mesmo nunca é bastante,
ser para si mesmo é apenas o que nos resta

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