eu sou a beira do abismo.

cada um é qualquer um
dentro do seu pesadelo.
todo medo é nenhum
na janela do segredo.
vivo como se tivesse
de viver crucificado,
remedando a minha prece
em fios de arame farpado.
só sustento o pensamento
na dor que não me ocorre,
vou vivendo enquanto aguento
o fel que em meu peito corre.

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