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Arquivo mensal: fevereiro 2014

nobre pardal, amigo voante, há muito não ouço o barulho doce do riacho que corre perto da tua casa. sei bem, de certo, que teus ouvidos de ave podes me ouvir, mesmo estando tão distante. de qualquer forma, falo a ti como gogh falaria a theo, minha descoberta dessa noite, amigo, foi perceber como universos que parecem tão paralelos, muitas vezes e várias vezes estão próximos e congruentes. veja você, as coisas que aproximam as pessoas são aquilo que elas compartilham, de bom ou de ruim, suas perspectivas, seus medos e suas opiniões. se a droga abre a alma, a mente se inflama e grandes são os que ouvem o seu clamor. não julgues. veja, tanto pode em seu favor aquele que se edifica, como pode para seu mal, suas frustrações. lamento não ter-lhe aqui para contar-lhe isso, mas creio que você me compreende. de perto, ninguém é normal, diria caetano. meu pensamento é aéreo e solitário, minha mente é fumaça em gaiola. poucas são as certezas, o resto é apenas distância. não sei se lhe conforta, lamento, eu não sei falar, mas isso me conforta, há problemas maiores que os meus, egoísta pensamento, mas isso me conforta. seja como for, ainda tenho também, todos os sonhos do mundo em mim. precisamos nos ver em breve. saudades e nostalgias.

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