amnésia paquiderme.

malditos elefantes, por que ainda se lembram de mim?
corrompe-me as veias dilatadas,
dá-me teu último suspiro,
o som, o grito, a arma de fogo,
aquele carrossel bordado de elefantes.
malditos elefantes, por que ainda se lembram de mim?
minha cara, teu suor,
força bruta que se desfaz.
e eu só e só eu.
teu retrato desbotado na parede.
malditos elefantes, por que ainda se lembram de mim?
hoje aqui,
teu grito engole o tempo,
os elefantes  passeiam na tua face,
zombam de mim.
me perseguem! não aguento mais!
faço uma prece.
malditos elefantes, por que ainda se lembram de mim?

Deus! 
na noite mais escura,
na noite mais longa,
na noite mais fria,
eu fui fraco,
e condenado a carregar comigo esses elefantes…
os elefantes…
malditos elefantes, por que ainda fazem parte de mim?

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