do suspiro ao grito em dois atos.

perdidos vadeamos,
o medo, o sangue,
partiu nosso próprio eu-
lírico.
atordoados olhamos a selva,
o concreto,
o monte feito das nossas causas-perdidas –
necessidades cada vez mais desnecessárias e obrigatórias.
agonia, falta-me ar.
buscamos o reflexo,
o espelho de narciso,
somos o outro,
entregamo-nos. não lutamos.
mas sorrimos pra tela
sonhando em um dia talvez tê-la na nossa janela.
falso despropósito humano.
o eterno manifesto futurista consola a alma 
e há tanto o que fazer
e veja. não foi, não tinha que ser assim.
como quem sonha em líquido volátil.
despeja-se e, tão rápido, esvai-se.
onde pudera, quisera, quimera.
onde viver, ah, josé, para onde?
nada a fazer, nada.

em.
algum.
eu.

com sua licença, senhor.

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