a espantosa realidade das coisas

eu sinceramente gostaria de me dedicar mais a essas coisas triviais que enchem nossa alma, embora não encham nossa barriga. essas coisas que todos temos vontade, eu tenho, acho que outros também devem ter, mas não fazem, e creio que seja por vergonha ou medo, sei lá, coisas mal vistas até. literatura, arte, um pouco de música estrangeira, desmanchar os meus preconceitos. falar um pouco de filosofia com o cara que passa vendendo frutas na minha rua. encher meus olhos de sol, andar pela rua só e sem motivo, vê. criar uma galinha, sempre tive vontade de criar uma galinha, e em um domingo bem quente, pode até ser um domingo quente de novembro, fazer um bom almoço. assim, deixar de ter a obrigação de falar com quem você não quer falar ou de estar onde não você não se sente, porque sabemos como somos falsos sendo falsos, todos somos. sabe, é tudo tão plástico, tão pouco, tão desperdiçado. aquela cerveja naquele bar depois da faculdade, sem intenção, sem propósito, só por ser e só. basta. as coisas são simples, a natureza as fez simples, simples como a sombra da árvore no meu terraço no fim da tarde. é lindo, o mesmo céu de sempre, é lindo. é simples. o maior e mais perfeito de todos clichês existentes no planeta terra e em outros planetas habitáveis escondidos no universo será que as coisas simples são as mais bonitas. a via-láctea é simples. a respiração é simples. e simplicidade é ser sem intenção. ser natural, a natureza é simples. tenho um medo escalar de cair outras vezes nos meus próprios abismos, mas sei que a simplicidade me entende, e me sustenta, a simplicidade é um terreno plano, uma campina. um verso de caeiro, “o que for, quando for, é que será o que é” ou “basta existir para se ser completo”, sabe? eu lamento pelos que não entendem. as pessoas deveriam usar mais os olhos, os ouvidos, o nariz, as mãos. o mundo é muito grande, não tenha vergonha, medo, precaução, cautela, ou qualquer outro sinônimo existente na nossa língua, de viver. você ficará confuso, franzirá a testa e achará isso uma loucura. e é. sem vergonha, medo, precaução, cautela, ou qualquer outro sinônimo existente na nossa língua, é. e será. é a verdade plena que me ocorre, é tudo.

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