o som das pedras ao entardecer

às vezes minto quando respiro.
minhas verdades todas caem na terra da tua onipotência.
e viram pó, como diz a profecia.

a voz rouca da minha garganta
                – não é mais a mesma do deserto –
tanto faz para o mundo,
                é mais um, menos um.

pouco só, construo os meus passos
                                        rasos, pó.
estou esperando,
vive-se esperando no país do futuro.

não há estatísticas que deem o dom da visão
                               em tempos sombrios, navega meu coração
                               ancorado na velha esperança
                               da juventude.

como é cruel.

mas você quer mesmo rimas em um poema doente:
aí estão:

“Nessa vida tudo vale,
Crer, crescer e obedecer.
Antes que o corpo cale
O que a alma quer dizer.”

calei-me.

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